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Mentiras ditas com seriedade sobre os moradores do Horto Florestal

baldezNa edição de domingo (13) do corrente mês, o presidente do Jardim Botânico, com a habilidade do economista bem-sucedido na imprensa, na essência jornalista do jornal O Globo, procura responsabilizar as vítimas, os moradores do Horto Florestal, pela violência cometida às ordens de um juiz, data vênia, juridicamente equivocado, mas diretamente praticada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, com tiros de balas de borracha, com tiros de bala mesmo, dessas que matam, felizmente ainda para o ar, bombas de gás de pimenta e de gás lacrimogêneo. Em suma, com o agressivo e costumeiro aparato policial. Tudo isso contra moradores simples, pacíficos e desarmados.

Pois o Sr. Besserman, desprezando-se a si mesmo e à sua respeitável tradição intelectual, repetiu no infamante artigo, em má hora escrito, todas as tradicionais mentiras desde muito tempo assacadas pela embestada vizinhança contra a comunidade, sempre apoiada pelo também vizinho, por claras razões sociopolíticas, pelo patrão do articulista, o jornal O Globo.

Mas saibam todos que o artigo, certamente por descuido e má informação do articulista, é mentiroso, cruelmente mentiroso.

Os moradores do Horto Florestal, na verdade, sempre lutaram pacificamente por seus direitos fundamentais, principalmente o direito de ficar na terra que historicamente lhes pertence, ou porque a adquiriram por usucapião, por tratar-se de terra dominical (Constituição Federal, art 183 § 1º), ou porque, como já reconheceu a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), faz jus à concessão real de uso.

Mais cuidado, Sr. Besserman, ao cuidar dos interesses do Horto Florestal. Não lhe fica bem defender velhas e desmoralizadas mentiras.

Ao povo leitor fica a certeza de que saberá repudiar tais mentiras venham elas de quaisquer partes, inclusive as eruditas, embora mal informadas, diga-se em homenagem ao passado do autor.

Enfim, todo apoio à justa resistência dos moradores do Horto Florestal.

(*) Miguel Baldez é Procurador aposentado do estado do Rio de Janeiro e assessor de movimentos populares.

Miguel Baldez é Procurador aposentado do Rio de Janeiro, assessor de movimentos populares e Professor da Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ)

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