Foto: reprodução UOL.

O mundo quer saber quem é a Chapecoense

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Por Juca Kfouri, no UOL Notícias

O “New York Times” quis saber o que é a Chapecoense?

Como um time tão desconhecido pode ter conquistado tanta simpatia pelo país afora?

Não foi pela dor, ouviu como resposta.

A Chapecoense é o Leicester brasileiro, talvez a explicação mais fácil para o leitor estrangeiro.

Mas a Chapecoense não é a campeã do Brasil como o Davi britânico é da Inglaterra?

De fato não é, mas estava em vias de ser da Copa Sul-Americana, o que talvez venha a ser depois de tudo, num belo gesto do Atlético Nacional colombiano.

Ser campeã do país, aliás, para a jovem Chapecoense é mero detalhe.

O clube se tornou simpático para todos porque conseguiu com seus modestos recursos ser auto-sustentável, bem estruturado, com um estádio adequado, bom gramado, e um time que está em nono lugar do Brasileirão, à frente de Golias como o São Paulo, o Fluminense, o Cruzeiro, o Inter.

Só a Chapecoense poderia ser chamada de “o Brasil na Copa Sul-Americana” sem ser mero marketing, pura demagogia.

O nosso Leicester era ilustre desconhecido pelo mundo afora.

Não é mais, mas não queria que fosse assim.

Lutava bravamente pelo seu lugar ao sol.

Que haverá de brilhar novamente, agora com uma ferida que jamais encontrará consolo, mas que um dia cicatrizará como tatuagem no peito dos Kaingang — os índios do oeste catarinense, do aldeamento de Xapecó que, liderados pelo Cacique Vitorino Condá, lutaram para garantir o direito à terra junto ao governo brasileiro no século 19.

Todos passamos. A Chapecoense haverá de ficar.

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