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“Vamos apostar numa nova relação do governo com a sociedade”, afirma Molon

molonPor Eduardo Sá

Após mais de uma década filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), onde foi deputado federal, estadual e vereador, Alessandro Molon ingressou em 2015 no partido Rede Sustentabilidade. Hoje é um dos candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro em sua sétima campanha eleitoral. Mineiro de Belo Horizonte, mestre em história pela Universidade Federal Fluminense e graduado em direito pela PUC-RJ, defende uma esquerda mais moderna.

Em entrevista ao Fazendo Media, Molon fala sobre suas prioridades de governo. Acredita numa nova forma de fazer política, de maneira a estimular a participação da sociedade e utilizar as ferramentas tecnológicas para tornar sua gestão mais transparente. Na conversa a seguir ele apresenta suas propostas para saúde, educação, moradia, transporte e meio ambiente, além de abordar outros aspectos políticos, bem como a necessidade de democratizar a mídia.

Por que as forças de esquerda não vieram com uma chapa única para disputar as eleições?

Fui a uma reunião com Freixo e a Jandira, mas as duas candidaturas já eram irremovíveis.  Fui aberto, mas não percebi isso neles. Para vencer uma eleição no Rio e governar uma cidade dessa complexidade e pluralidade é preciso ir além da esquerda, então procuramos outras forças políticas e apresentamos o nosso nome com as nossas propostas e o nosso programa. A eleição será decidida no último dia, está tudo aberto, o quadro está muito embolado. Temos o Crivella em cima e o resto muito misturado. Depende de nós e do eleitor, que vai escolher a partir dos debates na Record e na Globo. Terão um peso decisivo, porque mais da metade dos eleitores não tem candidato ou admite que pode mudá-lo.

Por que votar no Molon e não nas outras duas maiores candidaturas da esquerda?

Temos uma política de alianças mais ampla, uma capacidade de diálogo com outros setores para além da esquerda. Tenho posição, lado, uma visão de mundo, mas sou um candidato desse setor com maior capacidade de dialogar com outros espectros políticos e com a sociedade. Candidato da esquerda que não tiver condições de ganhar apoios ao centro, no segundo turno não vencerá a eleição. E também temos uma visão mais atual da iniciativa privada, é muito importante entender em que medida o poder público pode fazer parcerias com ela sem se omitir das suas funções e esvaziar o Estado. Ao contrário: um Estado presente, uma atuação firme regulando, cobrando, prestando serviços em várias áreas, mas ao mesmo tempo sabendo deixar para a iniciativa privada outras áreas que eventualmente sejam importantes para ela se desenvolver e apresentar seus resultados.

Como você está vendo essa experiência de empresa não estar doando nessas eleições?

É uma grande mudança, sou um defensor ferrenho disso, lutei muito para que essa transformação ocorresse. Lamentavelmente não conseguimos fazer isso no Congresso graças ao Eduardo Cunha, contamos com essa mudança graças ao STF, e espero que não haja retrocesso. Implica uma transformação muito forte na forma de se arrecadar, mas isso exige um esforço válido e positivo. Porque permitir as empresas continuarem doando significa permitir que o poder econômico continue tendo um grande peso sobre as eleições.

Essas eleições foram mais justas por causa disso?

Do ponto de vista financeiro foi menos desigual, apesar do Pedro Paulo que é o candidato do prefeito e arrecadou milhões graças ao poder político do seu chefe. Mas essa campanha foi muito desigual em termos de tempo de TV e visibilidade. Ao contrário do que imaginávamos, a TV continua tendo um peso decisivo. E a internet e redes sociais têm alcance limitado, falam para certos setores da sociedade mas não para todos.

"Vamos auditar os contratos e cobrar todo o dinheiro desviado por essas OSs", disse Molon. Foto: Eduardo Sá/Fazendo Media.

“Vamos auditar os contratos e cobrar todo o dinheiro desviado por essas OSs”, disse Molon. Foto: Eduardo Sá/Fazendo Media.

Pouco tempo de campanha favorece três tipos de candidaturas: as que têm muita máquina, como é o caso do Crivella e do Pedro Paulo, que têm a Igreja Universal e a máquina federal, estadual e municipal. Ou candidatos que têm muito tempo de TV, que é de novo o caso do Pedro Paulo e de alguns outros. E é uma campanha que beneficia também quem tem muito recall, que favorece quem já traz uma força muito grande. Por isso ela é mais desigual, menos equilibrada e menos aberta para qualquer um crescer.

O que você fará de diferente na mobilidade urbana da cidade?

Rever toda a distribuição das linhas de ônibus, ninguém conhece o estudo em que foi baseada. Não foi transparente nem divulgado, certamente alguns e o prefeito conhecem, mas desconfio que tenha sido feito pelas empresas de ônibus com o foco em aumentar seus lucros. Apostaria também em transportes sobre trilhos numa parceria com o Estado para terminar a Linha 2 do metrô:  invés de terminar na Estácio teria de passar pela praça Cruz Vermelha, na Lapa, e chegar a Carioca onde já tem outra estação pronta há 30 anos e terminar na Praça XV. Parceria com o Estado também para transformar a Supervia em metrô de superfície para atender a zona oeste e norte, que custaria a metade do que o da Barra. Trem novo com ar condicionado e estação reformada com frequência de 3 a 4 minutos passando carro. Estimularia também a expansão do VLT assim que tivesse recurso, porque a próxima gestão será de caixa apertado, acertar as contas e arrumar a casa. Investir mais em transporte de massa, e tratar os ônibus com transparência: abrir a planilha de custos das empresas, fazer um estudo transparente para discutir um valor de tarifa justo e redistribuir as linhas a partir de um estudo da COPPE-UFRJ e da participação da sociedade para atender as pessoas e não o interesse das empresas. Apostaria em ciclovias e numa cidade mais amigável para os pedestres, como as cidades mais modernas do mundo fazem. Por fim, mobilidade é ter casa perto do emprego e emprego perto de casa. Moradia no Centro e levar desenvolvimento econômico para a zona oeste, onde tem muita moradia e pouco emprego enquanto no centro tem muito emprego e pouca moradia.

Você tem falado muito em transparência, e nas Olimpíadas isso foi algo bastante nebuloso. O que pretende fazer em relação às finanças, uma auditoria e ser mais transparente?

O Rio de Janeiro é a 16ª capital entre vinte e sete, segundo o Ministério Público Federal, em termos de transparência. Isso não custa dinheiro nenhum, não é uma questão de preço e custo, é de prioridade que o Rio não tem graças ao Eduardo Paes. Vou colocar tudo na internet, não apenas os contratos, compras e licitações, mas todos os dados abertos para acesso das pessoas. Quanto mais transparência menos corrupção, e quanto menos corrupção mais dinheiro para comprar remédio, contratar médico, professor e assim por diante. Vou por esse caminho desde o primeiro dia de governo, será um decreto tornando isso aberto e transparente. Conhecer a real situação das contas da prefeitura, porque ninguém sabe já que não há transparência e há muita maquiagem.

Há uma crítica que na área do Porto Maravilha a parte de habitação social foi esquecida, e a prefeitura diz que não. Qual a sua proposta em relação a isso?

Incentivar através de tributos e regras urbanísticas mais viáveis a construção de moradia para várias classes. Habitação de interesse social, mas também para a classe média porque é importante que o Centro se torne um bairro e vai ter demanda para várias faixas de renda. Uma cidade democrática é onde as pessoas estão perto umas das outras, independente das suas classes. Queremos um Centro com essa diversidade. A revitalização do Porto foi boa, mas feita pela metade. Revitalizar significa colocar vida, gente e transformá-lo num bairro.

Qual sua proposta para saúde e educação?

"minha visão é de uma esquerda mais moderna, não ficarei refém de dogmas que sacrificam os mais pobres", disse o candidato. Foto: Eduardo Sá/Fazendo Media

“minha visão é de uma esquerda mais moderna, não ficarei refém de dogmas que sacrificam os mais pobres”, disse o candidato. Foto: Eduardo Sá/Fazendo Media

Como professor sei que a educação começa na primeira infância, a ciência prova que de 0 a 2 anos o cérebro está mais aberto para receber informações e desenvolver conexões. Estimularei essa primeira fase da infância para superar a desigualdade, então vamos garantir creche em tempo integral para todas as crianças até 6 anos. Vamos construir creches públicas, e enquanto elas não tiverem prontas conveniar com creches comunitárias e privadas. Não é justo perder um dia sequer de qualquer criança dessas, o preço que pagamos em termos de desigualdade é muito alto e vai aparecer lá na frente. E escola em tempo integral, mas não essa que o Eduardo Paes faz terminando às 14h da tarde. Qual mãe e pai saem do trabalho a essa hora? E discutir um plano de cargos com os professores com a participação deles. Não faz sentido aprovar um plano com uma Câmara cercada com policiais e gás de pimenta, como foi aqui. Além de dar formação continuada ao professor, apoio pedagógico na escola com o acompanhamento permanente para ajudá-lo a enfrentar os problemas do dia a dia da escola.

Na saúde vamos substituir esse modelo de Organizações Sociais (OSs) por uma Fundação de Saúde Pública com médicos concursados para substituí-las gradativamente nas Clínicas da Família. Não farei isso abruptamente porque seria fazer o pobre pagar o preço da irresponsabilidade do Eduardo Paes, então não quero que as pessoas com menos recursos fiquem sem atendimento. Vamos auditar os contratos e cobrar todo o dinheiro desviado por essas OSs. Colocar médico em emergência de hospital, que está faltando, garantir um parto adequado e humanizado para todas as mães, a consulta de especialistas e a realização de exames. A pessoa não pode esperar 8 meses para fazer um exame.

Temos uma estrutura com problemas em relação à corrupção a nível federal, estadual e municipal com o PMDB. Como se rompe com uma máquina com modus operandi institucionalizado e uma engrenagem viciada?

Quando comecei a lutar para cassar o Cunha, me diziam que era impossível, que ele era o cara mais poderoso do Brasil e eu nunca ia conseguir. Batalhamos e ele foi cassado na semana passada, foi uma grande vitória. Olhando para as máquinas do Rio de Janeiro viciadas pelo PMDB pode parecer impossível, mas tenho certeza que se vencermos vamos mudá-las. Trazendo a população para participar e fazendo um governo de transparência. Quanto mais transparência mais difícil manter os esquemas, desviar os recursos públicos. E quanto mais participação, mais acertaremos. O prefeito que ouve muito acerta muito, e o que ouve pouco o contrário. Vamos apostar numa nova relação do governo com a sociedade.

Isso se dará através da tecnologia?

Através de assembleias, audiências públicas e da tecnologia da informação. As audiências não são feitas para valer: a do Metrô, por exemplo, a sociedade falava contra o trajeto que eles estavam querendo e o governo fez o contrário. Quer dizer, audiência pública quer dizer ouvir o público e o governo do Estado não ouvia.

Mas haverá algum estímulo cultural nesse sentido? Porque a população de uma forma geral não sabe que esses instrumentos existem.

As pessoas não sabem e não participam porque não acreditam e com razão, porque não é para valer. Quando as pessoas se sentirem ouvidas fará muita diferença, mas nem todo mundo tem tempo para isso. As pessoas trabalham muito, e gastam muito tempo indo e voltando do trabalho. Então a tecnologia da informação será muito importante, através do celular as pessoas poderão dizer se preferem isso ou aquilo. A internet e a computação vão ajudar nisso.

Na prática como se dará isso?

Estou falando muito de transparência, porque o que faremos de diferente não será apenas no que vamos fazer mas como faremos. Com transparência e participação, essa é a forma de governar. Quais são as propostas? Saúde, segurança e educação como prioridade, mobilidade e geração de emprego e renda. Saúde e educação já falei, e estimular habitação no centro e emprego na zona oeste. A visão que tenho de cidade é adensada e não espraiada, isso significa estimular a construção de moradia onde já tem infraestrutura urbana: centro e zona norte, sobretudo. Faremos urbanização de favelas, que foi parado no governo Eduardo Paes, ele deixou o programa Morar Carioca.

Isso implica em remoções? Esse governo foi o que mais removeu desde Pereira Passos.

Só vamos realocar quem estiver em área de risco, quem não estiver vamos urbanizar.

Mas na época o Paes removeu muita gente sob essa justificativa, embora vários técnicos credenciados no Crea e movimentos junto aos moradores comprovarem que não procedia. A Geo-Rio, órgão responsável, tinha posição institucional com uma tendência para remoção.

Nossa prefeitura vai contar com a voz técnica, e não usaremos desculpa técnica para remoção política. Vamos respeitar o direito a moradia das pessoas, e urbanizar as favelas. Garantir moradia digna com saneamento básico. Estive na Rocinha quando o governo queria construir o teleférico, e o povo disse não. Saneamento básico é urbanização de favela. Apoio técnico para construção de casas e garantir maior salubridade, porque lá é a maior taxa de tuberculose do país por falta de circulação de ar. Construção civil e saneamento geram emprego.

Sua proposta de saneamento prevê parceria com entes privados, e esse tema da relação público privado não é consensual no campo progressista. Qual a sua proposta?

Eleito prefeito vou procurar a Cedae, e se ela construir saneamento e esgoto para todo mundo beleza. Em quanto tempo, qual meta e quanto de dinheiro tem para isso? Se ela disser que vai demorar dez anos não dá, então a prioridade é da concessionária pública em termos de coleta e tratamento de esgoto. Se a Cedae não tiver recurso, farei parceira. Não consigo entender quem diz que é de esquerda, mas que por uma questão ideológica deixa pobre pisando em esgoto tendo filho infectado porque não aceita que uma empresa privada faça isso.

As OSs tiveram diversos escândalos de corrupção, e de certa forma um olhar geral sobre o tema da corrupção esbarra nessa relação público-privado. Como você estabelecerá um tratamento diferente?

Vou auditar todos os contratos das OSs, e substituir por uma Fundação. Quero um serviço público de qualidade, não é negócio lucrativo. Precisamos oferecer uma saúde de qualidade à população que precisa. Para saúde é custeio, não é investimento. Para coleta e tratamento de esgoto é investimento, precisa de recurso em caixa porque é muito caro. Alguns candidatos falam de Empresa Municipal de Saneamento, mas quanto de dinheiro a prefeitura tem para fazer isso? A prefeitura não está quebrada e ano que vem não terá dinheiro? Vai esperar ter dinheiro por que é contra a iniciativa privada? Não consigo ver que seja uma questão de soberania, estratégico ou que não possa ser prestado pela iniciativa privada. Saúde é diferente, não quero ver uma OSs economizando em remédio e matando gente para sobrar mais dinheiro. Nisso minha visão é de uma esquerda mais moderna, não ficarei refém de dogmas que sacrificam os mais pobres. Precisamos fazer um debate sério sobre o futuro da esquerda, porque ela tem o desafio de se atualizar e se recolocar no cenário atual de forma a mostrar às pessoas que está preocupada em resolver os problemas começando pelos mais pobres. O que você não pode é fazer a concessão e não fiscalizar, não ter meta de qualidade, não cobrar. Aí está o erro, fazer negociata, desviar dinheiro público.

Você falou que haverá um diálogo maior com o Centro e outros setores, qual a novidade em fazer política nisso?

Você vai governar sem ninguém? É totalmente improvável que um prefeito de esquerda ganhe apoiado só por um setor da sociedade. Vai ter que dialogar com o centro, não conheço nenhuma exceção. A forma nova é fazer isso através de um debate programático, sério e não de loteamento de cargos. Então faço esse debate de saneamento com a direita, o centro e a esquerda, essa é a posição que defendo para todos. Tem que dialogar com todos os setores em cima de um programa, e não fazendo troca troca de secretaria por apoio. Nunca fiz e não vou fazer, essa é a forma nova de fazer aliança. Ouvindo as propostas, não me apresentando como dono da verdade. Falar que vai fazer de tal jeito e se quiser me siga, não vai a lugar nenhum. É muito bom para marcar posição para sair da eleição majoritária e garantir a eleição proporcional. Mas não é bom para garantir eleição majoritária, e nem para governar.

A Rede tem um forte apelo ambiental, e nesse tema no Rio tem a Baía de Guanabara que é atribuição do Estado. O que mais sobre essa questão é preciso avançar na cidade?

Todos os rios da cidade estão contaminados, envenenados e doentes por falta de saneamento básico. Estamos destruindo a natureza, deixando as pessoas mais doentes e com uma vida menos saudável. Esses rios poluem a Baía de Guanabara, a Lagoa de Jacarepaguá, a Lagoa Rodrigo de Freitas, as praias, então precisamos investir em saneamento e fazer preservação ambiental. Além disso, coleta seletiva e reciclagem de lixo, que no Rio não existe. É fundamental porque é no lixo não coletado e não reciclado que se reproduz o mosquito da dengue, zika e chikungunya. Assim evitamos a procriação do mosquito que transmite essas doenças, garantimos mais saúde para a população e gera emprego e renda. Lixo é riqueza, vale dinheiro, mas se tiver reciclagem e coleta seletiva vai se transportar menos toneladas até o aterro sanitário de Seropédica: as empresas que ganham por peso vão ganhar menos. Como está custa caro o transporte e deixar lá, e para saúde é péssimo.

Um plano de arborização da cidade também por uma questão de garantir uma qualidade de vida melhor. A agricultura orgânica, sobretudo na zona oeste, reconhecendo as áreas rurais que não estão no plano diretor da cidade. Assim estimulamos também do ponto de vista tributário, porque os agricultores familiares vão produzir para alimentar a própria cidade que consome mais do que produz. Isso barateia o alimento e garante uma segurança alimentar melhor, além de gerar emprego e renda.

Precisamos também apostar na economia criativa, o Rio não encontrou seu eixo desde que deixou de ser capital do Brasil. Apostar na economia da cultura, do esporte e lazer: teatro, música, dança, audiovisual, comida de botequim, alta gastronomia, moda, design com a maior escola da América Latina na cidade, turismo, tecnologia e informação com a redução do ISS, produção do conhecimento nas universidades e centro de pesquisas de qualidade, etc.

Você participou de alguns debates da democratização da mídia, e estamos na cidade com o maior meio de comunicação do país. Isso influencia a disputa eleitoral e um possível governo progressista?

Fui relator do marco civil da internet e garanti nessa lei, que é considerada uma das melhores do mundo, um princípio muito importante para garantir o acesso democrático à informação: a neutralidade da rede. Ninguém tem mais facilidade de ler o que está na Globo ou no UOL do que no Fazendo Media ou Rede Brasil Atual, então esse é um princípio pelo qual venho lutando há muito tempo. Democratizar o acesso à informação e a liberdade de expressão para todos. O peso das comunicações privadas se faz sentir nas campanhas, como no caso do tempo de TV que ainda é muito importante e desigual. Nossa prefeitura poderia estimular o jornalismo autoral, livre, as redes sociais, democratizar o acesso à informação pela internet estimulando coletivos de mídia independente. Quanto à gestão, por termos uma visão contra hegemônica, sempre teremos dificuldade nesse campo. Por isso é fundamental apostar na conscientização das pessoas, na participação autoral e livre delas para que formem sua opinião por iniciativa própria e não se tornem meros consumidores do que chega pela televisão. Esse campo será um grande desafio.

(*) Maurício Thuswohl, jornalista da Rede Brasil Atual, também participou da entrevista.

 

Eduardo de Sá é jornalista.

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