
A Lava Jato “raiz” há tempos chegou ao fim. Deltan Dallagnol de licença médica, Carlos Lima aposentado e Sergio Moro de partida para os EUA são confirmações factuais de que o objetivo da missão já havia sido realizado e, agora, o que se vê é o final de uma disputa dentre aqueles que tabelaram pela destruição de um inimigo em comum e, ainda há pouco, dividiam - em palestras, votos e ministério - o esbulho.
Claro que a grande mídia em campanha por um liberal nato e palatável esperneia contra o enfraquecimento de seu braço político e aponta para interesses escusos quando se refere ao fim da operação. Isso, inclusive, foi coisa que o medíocre Carlos Lima havia feito nas eleições de 2018, quando, atuando como cabo-eleitoral, afirmou que o risco de elegerem Fernando Haddad era de que ele acabasse com a Lava Jato.
O deboche lacônico de Jair quando diz “eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo” confirma apenas que ele tomou o “Kit gay” dos que se valeram de uma farsa - a mesma que o ajudou a se eleger - para destruir um projeto de país e galgar mais poder. A mentira cínica em forma de “não tem mais corrupção” é apenas uma resposta na moeda vigente dos que bradavam que a Lava Jato estava mudando o Brasil. Já a lamentação dos procuradores é uma versão teatralizada do “Até tu, Brutus?”, onde os benfeitores traídos podem, nesse caso, aposentar-se, tirar licença ou, quem sabe, espairecer e se recuperar da derrota na terra do Mickey.
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