Author Archives: Paulo Branco

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Jogando para 2022

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Diz o Parágrafo Único do Artigo 316 do Código de Processo Penal: “Decretada a prisão preventiva, deverá o órgão emissor da decisão revisar a necessidade de sua manutenção a cada 90 (noventa) dias, mediante decisão fundamentada, de ofício, sob pena de tornar a prisão ilegal.”

O benefício desse parágrafo é evitar o descaso temporal com presos provisórios, onde muitos são pegos traficando uma ninharia e, outros mais, depois de muito tempo de cana, são inocentados. Agora, se o sujeito é de fato um risco eminente à sociedade pode-se, cumprindo o ritual de formalizar a justificativa, mantê-lo preso. O que não é razoável é naturalizar que os “sacrificadíssimos” juízes e promotores, com férias de dois meses e uma rotina de trabalho que normalmente vai de três a quatros dias por semana, deixem milhares de presos enraizarem na cadeia até o dia que algum deles resolva analisar o caso.

Luiz Fux, o mesmo que concedeu uma liminar determinando o pagamento de auxílio-moradia para todos os juízes do Brasil - sem submeter a questão ao plenário -, aproveitou-se do sugestivo caso de “André do Rap” para reanimar os anseios punitivistas da sociedade, derrubando a liminar de Marco Aurélio. Aponta, matreiramente, para um caso de fácil demonização para, quem sabe, enquadrar como alvo outros mais importantes. Joga para a plateia, em especial a sua turma de vôlei no Leblon, reabrindo um caminho de atalhos para justiceiros: os mesmo que confabulavam desavergonhadamente o fatídico “In Fux we trust”.

2022 é logo ali e, pelo visto, os trabalhos que visam deixar o “procedimento todo certinho” já foram retomados, a começar pela retomada do ódio social que, confundindo justiça com justiçamento, clama por “sangue”. E, nesse caso, “André do Rap” é uma isca e tanta.

Foto(*): agenciabrasil

“Até tu, Brutus?”

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Já a lamentação dos procuradores é uma versão teatralizada do “Até tu, Brutus?”, onde os benfeitores traídos podem, nesse caso, aposentar-se, tirar licença ou, quem sabe, espairecer e se recuperar da derrota na terra do Mickey. »

Metamorfose do Credo

Os fatos descritos demonstram que as escolhas e alianças políticas de Jair já não são feitas como antes. Atualmente, passam principalmente pelo crivo dos riscos de traição e pavoneamento soberano, além de sustentação política sem representações alarmantes. Exemplos de que em terra de Jair, atualmente, fiel bom é o que dá e não o que pede ou espera receber. »

A Cantilena da Corrupção

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A prova é que enquanto denunciamos com vigor a inadmissível corrupção do presidente em favor de seus parentes, o setor privado compra a preço de banana uma carta de crédito do Banco do Brasil e o judiciário aprova o esquartejamento da Petrobras, umas das empresas capazes de mudar a estrutura social do país. O fervor e a manifestação contra o primeiro caso é amplamente maior que os dois outros, mas é insignificante quando nos atentamos as consequências para a população e ao desenvolvimento do país. »

Quanto vale Jair na presidência?

Pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro

Aliado dos EUA, Bolsonaro age com a mesma vileza daquele que bajula, seguindo a tática de mentir para ludibriar a opinião pública e endossar a criminalização do alvo. Em uma repetição do fatídico “o Iraque tem armas químicas”, agora, vai fantasiando o detentor da maior bacia de petróleo do mundo - a Venezuela – a culpando pelo derramamento de óleo na costa brasileira, coisa que o próprio governo foi incapaz de desvendar. »

Legalidade e o Cinema Nacional

A capacidade de indignar-se com o que é injusto, desumano e vil é o que alimenta os grandes pessoas. Aqueles que agem destemidamente diante de um poderoso algoz, vislumbrando a libertação e o bem do seu povo, alimentam a fé no improvável, fazendo o oprimido acreditar em si e lutar pela mudança. »

Getúlio, Hong Kong e Os Onze

onze blog

Com o Judiciário cada vez mais em evidência, o comportamento dos magistrados e votos, na grande maioria das vezes, passou a ser ditado pela pressão midiática e interesses particulares. »